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Agora que o sonho do hexacampeonato foi mais uma vez adiado, o Brasil deve voltar à normalidade habitual, pelo menos é o que se espera. Afinal, este ano teremos que tomar decisões em outros assuntos de muito maior relevância, como as eleições que se aproximam.
Mas como bom brasileiro, vou dar os meus pitacos quanto ao futebol. Bem, o que começa mal, dificilmente termina bem. Pra começar, a escalação do time de Dunga foi uma aposta única em seus próprios palpites. A grande maioria era de ilustres desconhecidos, que já chegaram sob a desconfiança dos torcedores e até da turma que se diz entendida do assunto. Não que a convocação de algumas estrelas do futebol fossem a única maneira de vencer esse mundial, mas pelo menos traria um pouco mais de brilhantismo e criatividade ao chato futebol da seleção brasileira.
Além de desconhecidos, o time tem uma baixa média de idade, o que deixa a desejar pela falta de experiência. Copa do Mundo é pra jogador maduro, que não perde a cabeça e entra em desespero quando está numa situação adversa. É muito bom haverem jogadores jovens, mas não se pode abrir mão da experiência que alguns nomes deixados de fora poderiam trazer ao time numa hora dessas.
Acho sinceramente que a Seleção Brasileira, nesse momento deveria, para resgatar a sua identidade com a torcida, ser composta exclusivamente, ou na sua maioria, por jogadores que atuem no país. Pode parecer utopia, dada a globalização do esporte, mas traria o time para perto do torcedor, que pelo menos iria conhecer o nome de cada jogador, além de prestigiar os clubes nacionais com a escolha de jogadores de seus plantéis.
Mas é isso aí. Bola pra frente, e que se tire uma lição disso tudo: às vezes o povo tem sempre razão.
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