quinta-feira, 12 de abril de 2012

Adolescentes do Caje vivem em um dos piores centros do País


O Distrito Federal apresentou a maior concentração de adolescentes infratores do País por unidade de internação, com uma média de 163 jovens para cada uma das unidades. Quando analisada a sobrecarga do sistema, o Distrito Federal também foi um dos primeiros no ranking dos piores, atingindo 129% da taxa de ocupação média, enquanto a média nacional foi de 102%.

Além disso, o DF ficou em quarto lugar, junto com Sergipe, no número de saídas não autorizadas das unidades de internação, com o registro de 25% dos adolescentes que fugiram ao menos uma vez dos centros. Ficou atrás apenas do Rio Grande do Sul (48%), Santa Catarina (31%) e Roraima (29%).

Os números levantados pela pesquisa Panorama Nacional – A Execução das Medidas Socioeducativas de Internação, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), comprovaram apenas uma realidade já conhecida por todos. O Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje) foi considerado pelo levantamento o caso mais crítico do Centro-Oeste quanto à superlotação de internos infratores, e um dos piores em âmbito nacional. No local, 380 jovens convivem em um espaço destinado a apenas 160 adolescentes. A superlotação e a estrutura precária tornam o Caje impróprio até mesmo para as atividades  rotineiras, como dormir, comer e estudar.
Soluções

Os coordenadores da pesquisa apontaram ao longo do estudo que uma das soluções a médio e longo prazos para reverter o estado crítico do atendimento aos adolescentes infratores no DF  seria a construção de novos centros de atendimento, e o “fechamento urgente do Caje”. Medidas que não saíram do papel desde o início da pesquisa, em julho de 2010, até a  sua conclusão, em outubro do ano passado.

Das cinco novas unidades de internação prometidas pelo GDF no ano passado, três já foram licitadas, segundo a Secretaria da Criança e do Adolescente. Estão previstas para serem construídas em Brazlândia, Santa Maria e São Sebastião.  A expectativa do GDF é de que as três novas unidades estejam em funcionamento no início de 2013.

Fonte: Jornal de Brasília

O Apedeuta botou fogo para ter CPI antes de saber a exata extensão do “cachoeirismo”; agora petistas falam em melar comissão, mas não sabem como

O Apedeuta botou fogo para ter CPI antes de saber a exata extensão do “cachoeirismo”; agora petistas falam em melar comissão, mas não sabem como

terça-feira, 10 de abril de 2012

Sarney e Maia decidem que caso Cachoeira terá CPI mista




Em reunião na tarde desta terça-feira, o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP), decidiram criar uma CPI mista para investigar as relações entre o empresário de jogos de azar Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com parlamentares. 

Ainda hoje Sarney começará a conversar com os líderes dos partidos no Senado sobre o assunto e Marco Maia fará o mesmo na Câmara. Ficou decidido que será construído um texto conjunto que valerá tanto na Câmara como no Senado para tratar do tema.

— Não há necessidade de ter uma CPI lá e outra cá, pois uma CPI mista é que terá condições de investigar as ligações de Cachoeira com parlamentares, Executivo, Judiciário e parte da imprensa — disse.

Maia afirmou que a CPI de Cachoeira deve ser instalada no início da próxima semana, depois que seja feita a coleta de assinaturas dos parlamentares. É preciso obter, no mínimo, 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado.

Questionado se não teme que as investigações cheguem ao governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz, Maia afirmou:

— Quem estava na lista de contatos deve estar muito preocupado. Mas a pessoa sabia do risco que corria.
 
 Também nesta terça o colégio de líderes da Câmara, que reúne todos os partidos na Casa, havia decidido pela instalação da CPI para investigar o envolvimento de políticos com Cachoeira, preso na operação Monte Carlo da Polícia Federal (PF).

Os líderes concordaram com Maia de que o melhor caminho seria uma CPI mista, com deputados e senadores, para facilitar o trabalho e evitar disputas entre as duas comissões.

— Há uma rara unanimidade aqui — afirmou o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), após a reunião.

O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), defendeu pressa para a criação da CPI. Ele disse que a instalação tem de ocorrer logo para evitar que o calendário dos trabalhos da comissão atinja o período eleitoral.

Agência Estado

Rodrigo Rollemberg lamenta ‘situação de abandono’ de Brasília



Muito significativo o discurso do Senador Rodrigo Rollemberg ontem no Senado Federal. Em fala contundente ele criticou o desgoverno de Agnelo Queiroz à frente do governo da capital federal. O fato de um aliado político fazer ataques dignos de oposição, é um alerta para a falta de articulação política e total falta de habilidade para contornar situações de crise.


Leia abaixo o resumo do discurso.


Em pronunciamento nesta segunda-feira (9), o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) lamentou a situação da capital do país, classificada por ele como ‘de completo abandono’. O senador disse que o sentimento quase unânime da população do Distrito Federal é de tristeza, indignação e decepção. Segundo Rollemberg, no mês em que Brasília comemora 52 anos de fundação, o que se vê é a degradação da qualidade de vida da cidade.

– Estamos vivendo uma sensação de abandono. Em qualquer lugar para o qual olhamos, a situação beira a tragédia – afirmou.
Segundo o senador, índices que comparam a violência no DF em 2011 mostram aumentos de 13% no número de homicídios em relação ao ano anterior; de 26% no de estupros; e de 33% nas ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas. Rollemberg disse que foram 722 homicídios no ano passado.
– O mais trágico e assustador é que, ao que tudo indica, o ano de 2012 vai superar o ano de 2011. É um cenário de guerra civil – criticou o senador, registrando que, só em março deste ano, houve 88 homicídios no DF.
Segundo o senador, não há indicação de que o governo do Distrito Federal esteja fazendo algo para mudar a situação. Na visão de Rollemberg, as invasões em áreas de proteção ambiental, o aumento das “cracolândias”, a “operação tartaruga” da Política Militar e a greve de professores – que já completou um mês – aumentam a situação de degradação de Brasília.
Rodrigo Rollemberg disse que a bancada do DF no Senado já se colocou à disposição do governador Agnelo Queiroz (PT) para dar sugestões e colaborar em ações. No entanto, disse o senador, não houve sequer uma convocação. Rollemberg ainda lamentou que, dos 30 administradores regionais de Brasília, 13 não moram na cidade que administram. Ele lembrou que uma proposta de emenda à Constituição de sua autoria prevê a eleição direta para administradores regionais (PEC 29/2011).
– Eu tenho fé que Brasília vai superar este momento difícil. O que me move é um profundo sentimento de amor por esta cidade – disse Rollemberg.
Em aparte, o senador Anibal Diniz (PT-AC) disse que deve servir de reflexão o fato de “vozes aliadas” começarem a criticar a situação. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) elogiou o pronunciamento do colega e criticou os compromissos do governador. Segundo Cristovam, Agnelo faz um governo “emperrado”, baseado em um modelo político velho.
– Se o governador não tem condições de mudar o atual quadro, o Distrito Federal tem. É preciso um plano para salvar esta cidade – afirmou Cristovam.
O não-governo do viajante Agnelo, que deixa sem solução uma greve de professores há quase 30 dias, é comprovado pela intervenção branca que o 1º escalão petista federal tem feito no GDF, na tentativa de melhorar um pouco a imagem do governador como administrador. A nomeação de Swedenberger Barbosa, homem forte das campanhas eleitorais de Lula, para a Casa Civil é um exemplo disso.
O "Novo Caminho" se mostra a cada dia, um caminho que vai dar num beco sem saída. O desabafo de Rollemberg na tribuna do Senado Federal, pode significar muitas coisas, inclusive uma chance para que ele possa protagonizar o pleito de 2014, na falta de candidato para enfrentar Agnelo, mas expressa, também, o sentimento da população de Brasília: abandono total e descaso em todas as áreas do governo que dizem respeito direto ao bem estar da população.
Com informações da Agência Senado.