sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Pizza a caminho

Mais uma vez o espírito corporativista dos deputados distritais vai garantir a sobrevivência política de pelo menos cinco deputados acusados de participar do esquema do mensalão do DF. Os deputados Benedito Domingos, Aylton Gomes, Benício Tavares (é, de novo), Rogério Ulysses e Rôney Nemer, escaparam da punição por quebra de decoro. Os únicos que serão punidos inevitavelmente serão os deputados que aparecem nas gravações de Durval Barbosa, Eurides Brito, a da bolsa, Leonardo Prudente, o das meias e Júnior Brunelli, o das orações pela propina.

Comentário: Fico imaginando que se não houvessem gravações, nem esses três seriam punidos. É realmente lamentável que os outro cinco não sejam sequer investigados. A esperança que me resta é que por estarmos tão próximos das eleições, o brasiliense casse nas urnas os que escaparam da degola.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Conheça o "Roubolation"

Embora não seja fã do estilo musical de gosto duvidoso, vale a pena ver esse bem humorado protesto contra essa bandalheira que está por aí.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Raposa velha sabe o caminho

O Distrito Federal tem hoje 2.606.885 habitantes. 1.173.098 pessoas são da faixa de baixa renda e estima-se que tenha sido esse o número de migrantes que Roriz trouxe para o Distrito Federal com a promessa de lotes em troca de votos.

São eleitores no Distrito Federal 1.757.662 pessoas, sendo que dessas 790.947 são da faixa de baixa renda ou eleitores que receberam lotes para migrar para o Planalto Central atraídos pelas promessas do populista Roriz. Essa faixa representa cerca de 45% dos eleitores e isso explica o baixo nível dos políticos da capital federal. Manobrando uma massa de eleitores como esta, fica fácil para qualquer político populista se eleger. Esses eleitores não tem ideologia. Votam naqueles que lhes deem algo em troca. Votaram no Roriz que lhes deu o lote. Continuaram votando nele, para construir suas casas e a cada eleição, em troca de seus votos, exigem outras benesses. Esse foi o "curral eleitoral" que este senhor implantou no Distrito Federal para reinar por muitos e muitos anos.


Estrutural

Quando o ex-vice governador Paulo Octávio, pede o boné, pendura as chuteiras e vai cuidar de sua vida empresarial, ninguém pode condená-lo por isso. É lamentável, mas foi uma decisão inteligente.

A população do Distrito Federal tem que, em primeiro lugar, fazer a "mea culpa" por ter elegido Roriz três vezes governador do DF. Em segundo, agradecer a grande mídia pela enorme descontribuição que deu a esse episódio lastimável. Arruda está preso. Paulo Octávio foi cuidar da sua vida, mas restam outras personalidades da política local, como: Zé dos Ovos, Chico dos Camarões, João das Pulgas, Antonio das Batatas, Zé das Couves, Chico Macaco, Pedro do Pão e, claro, o grande líder de todos eles, senhor Joaquim Roriz. Este senhor, mentor desse episódio trágico na vida da política brasileira, está na televisão, usando o horário gratuito do TRE, afirmando para as pessoas:

É tão vergonhoso, é tão escandaloso, e eu fico numa indignação, eu fico numa vergonha. Meu Deus do céu, como pode chegar nisso aí? É tão vergonhoso, é tão escandaloso, e eu fico numa indignação, eu fico numa vergonha. Meu Deus do céu, como pode chegar nisso aí?

É o que diz Roriz, em uma das 30 inserções que o PSC irá exibir nesta semana e que irá ao ar apenas no Distrito Federal. Se não fosse trágico, seria hilário. Para sua informação, esse senhor tem mais de 50 processos com acusações de crimes eleitorais e todos, todos, sem exceção, foram engavetados pela mesma justiça que condena Arruda e Paulo Octávio.
A justiça não é apenas cega. Ela é surda e muda...quando lhe convém.

Fonte: Blog do Lúcio Neto

Renegociação dos contratos do Fies



O senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS) participou hoje (24/02) à tarde de audiência na Caixa Econômica Federal para tratar da renegociação das dívidas dos contratos antigos do Fies. Ocorre que com a sanção da Lei  12.202, de 2010, houve várias alterações no sistema de financiamento estudantil. As alterações trazidas pela nova lei melhoraram o acesso ao finaciamento mas atendeu de maneira tímida os anseios dos beneficiários de contratos antigos.

A principal esperança era a possibilidade de renegociação com extensão dos prazos de pagamento de uma vez e meia, para até três vezes a duração do curso. Ocorre que o entendimento da Caixa não é esse. Ela alega que a Lei não é suficientemente clara para permitir tal renegociação aos contratos antigos.

O senador Sérgio Zambiasi se comprometeu a buscar soluções junto ao atual agente operador do Fundo, o FNDE - Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, para atender de alguma forma os anseios de milhares de estudantes que se encontram nessa situação.

Participaram da audiência, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e a coordenadora nacional do Movimento Fies Justo, Daniella Pellegrini.

Íntegra da notícia no site do Senador Zambiasi

Juizado itinerante na Vila Planalto


Ônibus do Juizado Itinerante

De acordo com informações do CorreioWeb, o atendimento do juizado itinerante estará na Vila Planalto na próxima sexta-feira (26/02). Quem tem causas como cobranças, despejos, indenização por inclusão do nome no SPC ou Serasa, entre outros, poderá utilizar-se dos serviços. Vale lembrar que as causas de valores até 20 salários mínimos não necessitam de advogado. Vale lembrar também que o juizado não resolve causas trabalhistas, de família, reclamações contra o Estado, nem ações envolvendo crianças, adolescentes, heranças, falências bem como causas criminais.

O horário de atendimento será a partir das 14 horas, na Praça Nelson Corso.

Corregedor recomenda cassação de deputados do mensalão



O corregedor da Câmara Legislativa do DF, deputado Raimundo Ribeiro, acaba de pedir ao Conselho de Ética a abertura de processo de cassação de mandato dos nove deputados envolvidos no escândalo do mensalão no Distrito Federal. Além da surpreendente presteza com que a decisão foi tomada, dada a letargia observada até a semana passada, após quase três meses de deflagrada a crise, chama atenção que entre os nove citados pelo corregedor está também o deputado Cabo Patrício. Alega o deputado corregedor que Cabo Patrício não tomou as providências necessárias para impedir a invasão da Câmara Legislativa por manifestantes que pediam o impeachment de Arruda. Pesa também contra ele a acusação de ter beneficiado o ex-deputado Leonardo Prudente em contratos de lixo.

Segue a lista dos deputados denunciados:

Cabo Patrício - PT
Aylton Gomes - PR
Benedito Domingos - PP
Benício Tavares - PMDB
Eurides Brito - PMDB
Júnior Brunelli - PSC
Rogério Ulisses - PSB
Roney Nemer - PMDB
Leonardo Prudente - Sem partido

Com informações do Blog do Noblat


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A carta-renúncia de PO

Eis a carta de renúncia de Paulo Octávio, lida agora há pouco na Câmara Legislativa:


Brasília, 23 de fevereiro de 2010

Excelentíssimo Senhor
Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal
Excelentíssimos senhoras e senhores deputados distritais,

Ao longo de duas décadas fui distinguido por servir ao Distrito Federal e sua população. Durante esse período recebi apoio, consideração e a confiança dos eleitores dessa cidade que, em pleitos sucessivos, sufragou meu nome para Deputado Federal, Senador e Vice-Governador.

              Assumi, interinamente, o Governo do Distrito Federal com o propósito de colaborar para a superação da grave crise política que se abate sobre Brasília. Considerei desde o início que só poderia desempenhar essas funções se pudesse construir um possível consenso sobre a melhor maneira de vencer os atuais impasses.


Dediquei-me, nos últimos dias, a realizar consultas junto a líderes partidários dos mais variados matizes. Busquei a interlocução com figuras representativas da sociedade. As negociações apenas tornaram mais claras para mim as dificuldades de garantir, neste momento, a tão necessária governabilidade para o Distrito Federal.

Contudo, recebi manifestações de apoio e solidariedade de secretários, parlamentares, amigos, familiares e de parte da população. Por essa razão, adiei por alguns dias o anúncio da decisão que já havia tomado. Diante dos desdobramentos recentes do processo político local, cheguei a uma conclusão definitiva.

              Assim, por intermédio deste documento, comunico ao Presidente da Câmara Legislativa minha renúncia ao cargo de Vice-Governador do Distrito Federal. Assumi o Governo do Distrito Federal, de maneira interina, em condições excepcionalmente difíceis. O titular está privado de sua liberdade, por decisão judicial. No entanto, continua a ser o governador da cidade.

              Pode, portanto, em tese, retornar às suas funções a qualquer momento. Não há sentido em aprofundar uma gestão nessas circunstâncias.  Existem diversas obras, por toda a cidade, em fase de execução. São trabalhos contratados que possuem prazo e projetos definidos. Não deverão ser afetados pela situação política. É o que espero.

              Permanecer no cargo, nas circunstâncias que chamei de excepcionais, exigiria a criação de condições também excepcionais. Imprescindível contar com apoio político suprapartidário para que todas as forças vivas do DF, juntas, pudessem superar a perspectiva de intervenção federal. Além disso, seria imperioso construir uma agenda mínima de consenso com amplo respaldo na sociedade. Ainda mais fundamental seria estabelecer os interesses da cidade acima das ambições políticas em meio às paixões do ano eleitoral. E, não menos importante, teria que receber respaldo de meu partido.

Nenhuma dessas premissas se tornou realidade e, acima de tudo, o partido a que pertencia solicitou a seus militantes que deixem o governo. Sem o apoio do DEM, legenda que ajudei a fundar no Distrito Federal, e a qual pertenci até hoje, considero perdidas as condições para solicitar respaldo de outros partidos no esforço de união por Brasília.

              Não é saudável para o governante, nem para os governados, ver sua administração fragilizada. Sem que existam condições políticas, torna-se impossível permanecer à frente do Poder Executivo local, sobretudo, repito, em circunstâncias tão excepcionais.

              Sempre sonhei ser Governador do Distrito Federal. Trabalhei para alcançar esse objetivo. Mas em situação de plena normalidade. Não posso, nem devo, contribuir de nenhuma maneira para gerar desagregação e desassossego para o brasiliense.

Não tenho receios. Respondo, tranqüilamente, por todos os meus atos. Minha história é longa em Brasília, aonde cheguei em 1962. Vivo aqui há 48 anos. Trabalho desde os quinze. Aqui constituí família, aqui nasceram meus filhos. Sou um legítimo candango.

Amo esta cidade. Conheço-a profundamente. Aqui estão minhas raízes e meu futuro. Por essas razões decidi que o melhor a ser feito, neste momento, é deixar o honroso cargo de Vice-Governador do DF. O Excelentíssimo Senhor  Presidente da Câmara Legislativa possui as atribuições constitucionais para exercer as funções de Chefe do Executivo.

              Quero dizer que todos os esforços que realizei para garantir as condições mínimas de governabilidade tiveram como objetivo maior evitar que a autonomia política e administrativa do Distrito Federal venha a ser gravemente afetada por decisão judicial. Foi essa minha única motivação nos últimos dias.

Com minha renúncia, pretendo oferecer às forças políticas a oportunidade de restabelecer seu poder e, sobretudo, ao apaziguar os ânimos, garantir ao brasiliense a recuperação de sua auto-estima. Quanto a mim, deixo o Governo, saio da cena política e me incorporo às fileiras da cidadania.

              Que Deus ilumine nossas decisões e nossos atos.
             
Atenciosamente,


Paulo Octávio Alves Pereira

Recordar é viver - O que Roriz dizia de Arruda

Deu no Blog do Noblat

Joaquim Roriz, ex-governador de Brasília por quatro vezes, era candidato ao Senado em 2006 quando conversou por telefone com seu advogado Eri Varela a respeito de José Roberto Arruda, então candidato ao governo. A Justiça Eleitoral proibiu a divulgação da conversa, que este blog levara ao ar em primeira mão.

Na reta final da campanha, Roriz, que se elegeria senador, acabou abandonando sua candidata ao governo, Maria de Lourdes Abadia (PSDB), e pedindo votos para Arruda.

No vídeo abaixo, o diálogo entre Arruda e Varela.



Sombra, nome mencionado por Varela, é o jornalista Edson Sombra, testemunha-chave do mensalão do DEM. Arruda está preso porque tentou suborná-lo.

Comentário: apenas comprova que são da mesma laia. Não dá mais pra aguentar essa turma.

Paulo Octávio renuncia ao governo, diz sua assessoria

O governador do Distrito Federal em exercício, Paulo Octávio, decidiu renunciar ao mandato, segundo informou ao blog sua assessoria. Ele irá à Câmara Distrital às 17h entregar sua carta de renúncia.

Paulo Octávio alega que não conseguiu apoio político para governador. E que prefere ceder a vaga ao deputado Wilson Lima (PR), presidente da Câmara Legislativa.

Lima será substituído pelo Cabo Patrício (PT), vice-presidente da Câmara. Ele terá uma semana para convocar a leição que escolherá o novo presidente da Câmara.

Fonte: Blog do Noblat

Roriz resolve falar...

Após um período de silêncio inexplicável, Roriz resolveu falar sobre a crise política que se abate sobre o Distrito Federal, conforme reportagem do Correio Braziliense de hoje (23/02). As declarações de Roriz são, no mínimo, cínicas. Durante o horário eleitoral do PSC que vai ao ar hoje, quinta-feira e sábado próximos, o ex-governador vai falar sobre a sua "indignação" com as denúncias de corrupção no DF e sobre a sua "expectativa" de que a Justiça cumpra o seu papel de punir os culpados. Ora, as declarações de Roriz demonstram o quanto ele menospreza a inteligência do eleitor de Brasília.

Só para refrescar a memória: não foi ele que teve que renunciar de modo vergonhoso ao mandato no Senado Federal, sob pena de ser cassado? E que por isso deve explicações à Justiça sobre sua participação em um negócio nebuloso com o empresário Nenê Constantino, dono da Gol? Tomara que a Justiça também alcance os maus feitos desse que colaborou para o crescimento irregular da cidade, desencadeando a série de problemas sociais que a afligem e ao seu entorno. E depois vai à tribuna do Senado para justificar o injustificável.



Também não dá pra acreditar que ele não "sabia" de nada a respeito do caso Arruda. Como já é sabido, Durval Barbosa era o homem forte do seu governo e por essas e outras não dá para descolar a imagem do ex-governador Roriz da imagem do decadente Arruda. Arruda é cria de Roriz, são farinha do mesmo saco. Aguardemos os próximos capítulos dessa comédia dantesca.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Título de Eleitor - Utilidade Pública

Cumpre este blog o dever cidadão de informar que o prazo para solicitação ou transferência de título de eleitor está aberto até o dia 05 de maio, conforme informa o site do TRE-DF. Um dos mais importantes direitos do cidadão é o voto, e infelizmente muita gente negligencia esse importante instrumento de afirmação da sua vontade enquanto partícipe de uma vida em sociedade. É nessa hora difícil que devemos mostrar aos maus políticos que o cidadão tem o controle da situação através do voto e que isso ninguém tira de nós. Vamos à luta. Renovação já !!!

Paulo Octávio vai desistir mesmo

Deu no Blog do Noblat


Não durou 48 horas a decisão do empresário Paulo Octávio de permanecer no governo do Distrito Federal.
Ele foi convencido por amigos e assessores mais próximos a tirar do bolso a carta de renúncia.
O “Dia do Fico” de Paulo Octávio tinha o objetivo de construir um pacto político em torno do interesse comum dos atingidos pela crise em evitar a intervenção federal em Brasília.
O efeito foi contrário: sua permanência aumentou as chances da intervenção. E, com ela, o medo maior: abrir o debate em torno da revisão da autonomia política do Distrito Federal.
São exatamente esses dois pontos – intervenção e autonomia do DF -, que constituem a espinha dorsal da carta revisada de renúncia que o governador em exercício apresentará na semana que se inicia.
Paulo Octávio jogou a toalha e reconheceu que o sonho de governar Brasília é só um fetiche e que amor mesmo ele tem pelas suas empresas.
Já teve seu momento Aloizio Mercadante, de renunciar à renúncia. Agora, renuncia à renúncia da renúncia.
Não custa esperar para ver.