Fonte: Correio Braziliense
Carteiras, lousas e objetos danificados. Ausência de quadras de esporte, bibliotecas e refeitórios. Inexistência de projetos que garantam a acessibilidade e a circulação de alunos especiais. Estruturas antigas demais, inadequações, problemas por toda parte. De acordo com auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal, este é o retrato da maioria das instituições públicas de ensino do Distrito Federal. A análise, divulgada recentemente, foi feita durante três anos consecutivos, entre 2007 e 2009, e apontou que não houve mudanças substanciais nesse período. O Tribunal mostra que, no ano passado, 72,6% das escolas tinham instalações insatisfatórias para receber os alunos, pouco antes do ano letivo começar, em fevereiro.
Para diagnosticar a qualidade das instalações da rede pública de ensino, auditores visitaram, na primeira semana de fevereiro de 2009, 45 escolas representativas de todas as regionais de ensino, em uma amostragem aleatória. Durante as vistorias, eles conferiam a situação de muros, pátios, quadras de esporte, instalações elétricas e hidráulicas, banheiros, pisos e paredes, pintura e os componentes das salas de aula: portas, janelas, pontos de iluminação, mesas, carteiras e lousas. Todos os locais foram fotografados.
Contaram para o resultado a análise de documentos enviados pela Secretaria de Educação e a interpretação da pesquisa de opinião feita com diretores das instituições, via e-mail. Cerca de 40% deles responderam às perguntas e atribuíram uma nota média de 5,9 às instalações das escolas públicas. Combinados todos os aspectos do estudo, o resultado mostrou que apenas 27,4% das unidades educacionais estavam em boas condições; 44,2% tinham necessidade moderada de consertos e reformas; 24,3% estavam em condições ruins; e em cerca de 4% delas a situação foi classificada como péssima.
O pente-fino feito pelo Tribunal revelou ainda que em 83% das escolas de ensino especial as instalações não eram adequadas às atividades realizadas naqueles espaços. Nas de educação infantil, as falhas na estrutura estão presentes em 77% das vistoriadas. Nas unidades que oferecem educação integral, em que os alunos permanecem por dois turnos, menos de 20% possuem refeitório. Com base no depoimento dos cerca de 252 diretores que responderam ao questionário, a auditoria apontou que apenas 34% das instituições que eles dirigem contam com uma biblioteca e cerca de 40% podem ofertar atividades de lazer em uma quadra de esportes aos seus estudantes.
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