Os estudantes que receberam uma “banana” do deputado Paulo Roriz (DEM) na sessão plenária da Câmara Legislativa na última quarta-feira revidaram ontem, deixando uma penca da fruta no gabinete do parlamentar. Eles também protocolaram uma reclamação formal, pedindo a abertura de ação por quebra de decoro por parte do distrital. Mas não conseguirão dar andamento ao processo, pelo menos até acertarem o nome do acusado no pedido de cassação. O grupo protocolou ontem na Casa uma denúncia contra Pedro Roriz, e não Paulo Roriz.
O equívoco provavelmente invalidará o pedido. O advogado dos manifestantes e autor da petição, Gilson dos Santos, disse que notou o “ erro só depois de ter apresentado o pedido na Câmara” e prometeu entregar um novo documento na próxima terça-feira.
“Palhaços”
Na sessão do último dia 17, os manifestantes colavam cartazes com críticas à atividade parlamentar no vidro da galeria do plenário, quando Paulo Roriz pediu no microfone que fossem retirados da Casa. Ao fazer isso, o deputado chamou o grupo de “palhaços”. Sérgio Costa, 28 anos, um dos participantes do protesto, usava um nariz vermelho de palhaço no momento do desentendimento. Segundo o deputado, Sérgio fez um gesto obsceno para ele, e para revidar, Roriz fez o gesto da “banana” com os braços.
A defesa dos estudantes negou que tivesse havido uma provocação por parte dos garotos. “Ele que prove isso. A sessão foi filmada. O gesto que o deputado fez não agride só os manifestantes, mas toda a sociedade, porque a Câmara é a Casa do povo”, afirmou Gilson. O pedido de cassação de mandato foi sustentado com base no Código de Ética da Câmara.
Um dia depois do episódio, Paulo Roriz pediu desculpas aos parlamentares e admitiu que cometeu um excesso na Casa. Mas disse que agiria novamente daquela forma “se ele ou a família dele fossem ofendidos”. “Eu me arrependi do que fiz, foi desnecessário, mas o garoto estava me provocando. Não sou de levar desaforo para casa”, justificou o distrital. A assessoria de imprensa do parlamentar não comentou sobre a tentativa de abertura do processo de cassação nem sobre a entrega do cacho de bananas.
Fonte: Correio Braziliense
Comentário: Acho que só faltou pedir desculpas aos estudantes. Mas seria demais para "Sua Excelência".
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