Tenho lido alguns noticiários de fim de semana, que dão conta da pouca renovação que poderá acontecer na Câmara Legislativa, apesar de todos os escândalos que ainda estão vivos na memória do eleitor, ou pelo menos deveriam estar.
A divulgação de que alguns nomes duvidosos seriam reeleitos facilmente me levam a questionar: Será mesmo que queremos renovação? Acho sinceramente que não. Quando uma dona de casa não gosta de uma marca de sabão, por exemplo, ela simplesmente troca por outro que lhe pareça mais adequada. Essa é a lógica. Mas na política parece que o nome renovação traz alguns medos à população, principalmente àquela historicamente dependente dos favores mesquinhos de alguns representantes da classe política.
Renovação é mudança, transformação, troca. Acredito que novos nomes talvez não tenham a "experiência" de algum veterano conhecido na política, mas o fato de colocarmos novos nomes lá, deve amedrontar os experientes que não fizerem um bom trabalho. É como se fosse a concorrência no âmbito comercial no caso do sabão. Aliás, bendita ficha limpa. Haja sabão pra limpar tanta ficha suja. Não somos nós que devemos ter receio de mudar. São eles que devem ter vergonha na cara para não precisarem ser trocados, pronto.
Mas paciência, cada um vota como quer. Só tem um porém: votar nos mesmos sabendo das armações deles só porque têm alguma experiência, nos tira automaticamente o direito de reclamar depois. Existe hoje farta informação sobre qualquer candidato que você quiser. O mínimo que se deve fazer é conhecer as propostas de cada um que vai receber o seu voto, e cobrar usando os meios legítimos o cumprimento ou não de cada promessa feita.
Renovação significa mais compromisso por parte do novato, pois ele está teoricamente tomando o lugar de outro mais "experiente". A responsabilidade dele aumenta ainda mais. É esperar para ver.
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