Os rodoviários farão, no próximo domingo (6), uma assembleia geral com indicativo de greve. O encontro da categoria será no estacionamento do Conic e na ocasião os trabalhadores irão debater sobre a proposta salarial e votar pela greve. “Encaminhamos nossa proposta para os empresários no dia 1º de abril e até hoje não recebemos nenhuma resposta por parte deles, por isso faremos a assembleia”, explicou o diretor de comunicação do Sindicato dos Rodoviários, Lúcio Lima. A categoria exige um reajuste salarial de 20%, redução da jornada de trabalho de 40 horas semanais para 36, o fim das cobranças relativas a assaltos e o fim da meia jornada. Caso as negociações não avancem, os rodoviários prometem entrar em greve, por tempo indeterminado.
A paralisação pode atingir quase 1 milhão de brasilienses e afetar mais ainda o trânsito nas vias de acesso ao Plano Piloto que sempre ficam congestionadas pela manhã e no final do dia. Uma alternativa para a população será o metrô, que também está sofrendo com a quantidade de usuários. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros e das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros do DF (Setransp e Sittrater-DF) aproveira o momento para informar, por meio de sua assessoria, que as empresas estão em um período de indefinição, tendo em vista que já estão sem reajuste de tarifas desde 1º de janeiro de 2006 e que algumas medidas prometidas pelo governo foram revogadas, como foi o caso da isenção de imposto sobre o óleo diesel. Essas medidas visavam diminuir a defasagem provocada pelo congelamento das tarifas.
Os empresários não garantem que poderão manter o acordo coletivo atual, podendo, a qualquer tempo, suspender algumas das conquistas do acordo. Segundo cálculo efetuado pelo Setransp-DF, a defasagem nas tarifas é de 28%. Considerando a situação atual, para assegurar o re-equilíbrio financeiro das empresas e atender à pauta de reivindicação, precisarão de reajuste superior a 28%. A última greve dos rodoviários foi em junho de 2008, mas o que mais marca essas paralisações do transporte público no DF são as reivindicações, pois devido ao aumento de salário, todas as passagens aumentam, um ônibus de ligação que custa hoje três reais já chegou a custar dois, e o mesmo acontece com os de circulação que hoje é de dois reais e já chegou a custar 50 centavos. O gasto com passagem para um trabalhador que recebe um salário mínimo pesa cerca de 20% do salário, além das condições de conservação de certos ônibus, que estão sempre cheios.
Comentário: é impressão minha ou parece que já tava combinado? Funciona assim, funcionários fazem greve, e os patrões, como não têm condições de dar uma proposta decente, acham que atingindo o nosso bolso será o único meio de conseguir resolver a crise. É de lascar !!!!
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